O desafio nas eleições da Uema
Com a aproximação da data, leia-se bastante atrasada, para a escolha do próximo reitor e vice-reitor da Uema, aos poucos as peças do jogo estão sendo montadas. Os candidatos já estão dando o ar da graça nos campi do interior e a campanha oficialmente está nas ruas, salas de aula e departamentos.
O atual reitor José Augusto tenta se candidatar mais uma vez, porém terá que enfrentar uma batalha judicial e tanto para obter êxito em seu intento. Zé Augusto era vice de Waldir Maranhão quando se lançou a primeira vez, na condição de vice-reitor. Eleito Reitor logo após, agora tenta um novo mandato, alegando dentre outras coisas que sua condição de vice no primeiro momento não pode ser contada como postulante a vaga maior ao posto da universidade. No entanto o art. 19 do Regimento da Reitoria estabelece que: Será de quatro anos o mandato de reitor e do vice-reitor, permitida uma única recondução.
O prof. do departamento de Física Joaquim Teixeira Lopes, o “JUCA”, já entrou com o pedido oficial de impugnação da candidatura de Zé Augusto Oliveira junto a Comissão Eleitoral das eleições 2010 na Uema. Juca é o candidato do Coletivo “Autonomia e Luta” e vêm fazendo história sempre trazendo e participando de debates imprescindíveis para a universidade.
Um ponto importante e que infelizmente não têm sido muito bem alencado, já que estamos falando de universidade, é a autocrítica quanto ao que diz respeito à democracia na Uema. Uma reflexão aberta e responsável (coisa que não vêm acontecendo nas ultimas gestões) sobre o que a Uema faz (e, especialmente o que não faz) com os recursos públicos. Eis a tônica do debate.
Grupos ligados a fundações acusadas de desviar milhões "inadvertidamente" ou que estão ligados aos projetos políticos deste ou daquele deputado, deste (a) ou daquele (a) governador(a), não podem imbuir seus interesses frente aos anseios da Uema e de sua classe acadêmica.
Educação pública, gratuita e de qualidade: direito da população, obrigação do Estado!
Fonte: Carlos Leen Santiago
domingo, 14 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Nota de Repúdio
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE IMPERATRIZ
A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO, através do Centro de Estudos Superiores de Imperatriz, vem manifestar repúdio e indignação pelo conteúdo, forma e método com que foram tratados pela Rede Globo no quadro “É bom pra quê?” veiculado na Revista Eletrônica Semanal Fantástico, exibida no dia 12 de setembro de 2010, a cidade e a população de Imperatriz, o professor Antonio Augusto Brandão Frazão, a Universidade Estadual do Maranhão, o Centro de Difusão Tecnológica – CDT, projeto fruto de parceria entre Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO, UEMA e outras Instituições públicas e particulares do município.
Os saberes populares constituem um patrimônio cultural fundamental para entendermos as relações das sociedades com a natureza ao longo das gerações, assim como seus legados. O conhecimento sobre plantas e seus usos nas mais diversas manifestações é assunto consolidado, inclusive constituindo escopo de uma área da Botânica, a Etnobotânica.
A Fitoterapia consolida-se mundo afora com o rigor imprescindível para a sua construção científica. A própria matéria veiculada é forçada a reconhecer tal afirmação, ao mencionar que de cada dois medicamentos quimioterápicos utilizados nos tratamentos de tumores cancerígenos, um foi descoberto no Reino das Plantas.
É estranho que o Professor Dráuzio Varela, um renomado médico e autor de sete artigos científicos, insista em cometer equívoco de reduzir a fitoterapia a somente a ação medicamentosa homeopática. Até mesmo por que um dos efeitos já conhecido cientificamente de um dos fitoquímicos da planta em questão, as Acetogeninas de Anonáceas, é de natureza alopática: a depleção dos níveis de ATP através da inibição do Complexo I da Cadeia Transportadora de Elétrons, na Organela Celular Mitocôndria, inviabilizando assim o metabolismo celular.
Os inúmeros pesquisadores da UEMA, como a comunidade científica mundial, são sabedores do rigoroso procedimento dos Protocolos de Investigação, de Biossegurança e de Bioética quando for a situação, que devem ser seguidos na condução dos experimentos. Enfim, é imperiosa a execução do Método Científico.
Em trabalhos de conhecimento, rastreamento, isolamento e ação de princípios ativos de produtos de origem vegetal, os protocolos de investigação são complexos e detalhados para que os resultados obtidos sejam críveis e possam ser submetidos à comunidade acadêmica para análise, refutação e assim construir o conhecimento científico para ser difundido para a sociedade.
O Centro de Estudos Superiores de Imperatriz produz anualmente uma média de 40 (quarenta) trabalhos científicos aprovados e apresentados em Congressos de Sociedades Científicas nacionais e internacionais. Desmerecer subliminarmente o esforço, abnegação, compromisso científico, ética e honradez desses pesquisadores de um Centro Universitário de uma cidade de um Estado reconhecidamente carente como o Maranhão, e com baixos índices de investimentos em Educação, C&T, como no Norte-Nordeste, soa leviano, unilateral e despropositado de interesse público.
O professor Augusto Frazão a despeito de ter participado da matéria em alguns momentos com afirmações equivocadas e sem o devido rigor metodológico, é um ser humano com virtudes altruístas. Produz fitoterápicos sem interesse comercial nem pessoal. Erros, não seguir protocolos são fatos que jamais devam ocorrer no eficiente fazer acadêmico e pessoal do pesquisador, não obstante nem por isso deve-se tentar aniquilar com a reputação das pessoas. Se não, o que dizer do Professor Dráuzio Varela que contraiu Febre Amarela por ter ido a uma Área Endêmica e não ter seguido os protocolos de vacinação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde?
O município de Imperatriz encontra-se hoje com aproximadamente 12 mil alunos matriculados nas Instituições de Ensino Superior locais: três públicas e quatro particulares. É o embrião do Polo de Ensino Superior inserido no desenvolvimento regional, que o município se tornará em pouco tempo.
A UEMA além de ter importante e significativa missão na formação de profissionais licenciados e bacharéis, avança na inserção da construção da Agenda regional, seja participando de conselhos de políticas públicas, de atividades extensionistas ou de produção de pesquisas sobre a realidade sócio-econômica e ambiental do Sudoeste do Estado do Maranhão. Somos hoje um dos articuladores acadêmicos, políticos e sociais do desenvolvimento do Estado.
O projeto multilateral Cinturão Verde, tendo a INFRAERO como principal gestor, apresenta como uma das atividades o Centro de Difusão Tecnológica. Atende a jovens e adultos, com Educação, Assistência Odontológica, Inclusão Digital, Inclusão Social, Capacitação Técnica, Melhoramento da Produção Olerícola, Geração de Renda e Resgate de Cidadania. Foi inclusive apontado nacionalmente como uma das boas práticas sociais daquela empresa. A UEMA sente-se honrada em ser partícipe desse projeto com mais cinco instituições.
O Conhecimento Científico é feito para ser contestado, pois é a refutação, a crítica, que o faz avançar. Jamais o pesquisador deve ser ridicularizado. Os ditadores e a Inquisição, esses sim, são a barbárie.
A dignidade e a honradez do povo imperatrizense, do professor Augusto Frazão, das instituições públicas e republicanas de Imperatriz, da Etnobotânica e da Fitoterapia, não serão eivadas por uma matéria com edição comprometida com fins que não visam ao interesse público nem ao bem estar físico, mental e social que caracteriza a Saúde Humana.
Prof. M.Sc. Antonio Expedito Ferreira Barroso de Carvalho
Diretor do Centro de Estudos Superiores de Imperatriz – CESI/UEMA
Fonte: correspondência pessoal
CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE IMPERATRIZ
A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO, através do Centro de Estudos Superiores de Imperatriz, vem manifestar repúdio e indignação pelo conteúdo, forma e método com que foram tratados pela Rede Globo no quadro “É bom pra quê?” veiculado na Revista Eletrônica Semanal Fantástico, exibida no dia 12 de setembro de 2010, a cidade e a população de Imperatriz, o professor Antonio Augusto Brandão Frazão, a Universidade Estadual do Maranhão, o Centro de Difusão Tecnológica – CDT, projeto fruto de parceria entre Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – INFRAERO, UEMA e outras Instituições públicas e particulares do município.
Os saberes populares constituem um patrimônio cultural fundamental para entendermos as relações das sociedades com a natureza ao longo das gerações, assim como seus legados. O conhecimento sobre plantas e seus usos nas mais diversas manifestações é assunto consolidado, inclusive constituindo escopo de uma área da Botânica, a Etnobotânica.
A Fitoterapia consolida-se mundo afora com o rigor imprescindível para a sua construção científica. A própria matéria veiculada é forçada a reconhecer tal afirmação, ao mencionar que de cada dois medicamentos quimioterápicos utilizados nos tratamentos de tumores cancerígenos, um foi descoberto no Reino das Plantas.
É estranho que o Professor Dráuzio Varela, um renomado médico e autor de sete artigos científicos, insista em cometer equívoco de reduzir a fitoterapia a somente a ação medicamentosa homeopática. Até mesmo por que um dos efeitos já conhecido cientificamente de um dos fitoquímicos da planta em questão, as Acetogeninas de Anonáceas, é de natureza alopática: a depleção dos níveis de ATP através da inibição do Complexo I da Cadeia Transportadora de Elétrons, na Organela Celular Mitocôndria, inviabilizando assim o metabolismo celular.
Os inúmeros pesquisadores da UEMA, como a comunidade científica mundial, são sabedores do rigoroso procedimento dos Protocolos de Investigação, de Biossegurança e de Bioética quando for a situação, que devem ser seguidos na condução dos experimentos. Enfim, é imperiosa a execução do Método Científico.
Em trabalhos de conhecimento, rastreamento, isolamento e ação de princípios ativos de produtos de origem vegetal, os protocolos de investigação são complexos e detalhados para que os resultados obtidos sejam críveis e possam ser submetidos à comunidade acadêmica para análise, refutação e assim construir o conhecimento científico para ser difundido para a sociedade.
O Centro de Estudos Superiores de Imperatriz produz anualmente uma média de 40 (quarenta) trabalhos científicos aprovados e apresentados em Congressos de Sociedades Científicas nacionais e internacionais. Desmerecer subliminarmente o esforço, abnegação, compromisso científico, ética e honradez desses pesquisadores de um Centro Universitário de uma cidade de um Estado reconhecidamente carente como o Maranhão, e com baixos índices de investimentos em Educação, C&T, como no Norte-Nordeste, soa leviano, unilateral e despropositado de interesse público.
O professor Augusto Frazão a despeito de ter participado da matéria em alguns momentos com afirmações equivocadas e sem o devido rigor metodológico, é um ser humano com virtudes altruístas. Produz fitoterápicos sem interesse comercial nem pessoal. Erros, não seguir protocolos são fatos que jamais devam ocorrer no eficiente fazer acadêmico e pessoal do pesquisador, não obstante nem por isso deve-se tentar aniquilar com a reputação das pessoas. Se não, o que dizer do Professor Dráuzio Varela que contraiu Febre Amarela por ter ido a uma Área Endêmica e não ter seguido os protocolos de vacinação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde?
O município de Imperatriz encontra-se hoje com aproximadamente 12 mil alunos matriculados nas Instituições de Ensino Superior locais: três públicas e quatro particulares. É o embrião do Polo de Ensino Superior inserido no desenvolvimento regional, que o município se tornará em pouco tempo.
A UEMA além de ter importante e significativa missão na formação de profissionais licenciados e bacharéis, avança na inserção da construção da Agenda regional, seja participando de conselhos de políticas públicas, de atividades extensionistas ou de produção de pesquisas sobre a realidade sócio-econômica e ambiental do Sudoeste do Estado do Maranhão. Somos hoje um dos articuladores acadêmicos, políticos e sociais do desenvolvimento do Estado.
O projeto multilateral Cinturão Verde, tendo a INFRAERO como principal gestor, apresenta como uma das atividades o Centro de Difusão Tecnológica. Atende a jovens e adultos, com Educação, Assistência Odontológica, Inclusão Digital, Inclusão Social, Capacitação Técnica, Melhoramento da Produção Olerícola, Geração de Renda e Resgate de Cidadania. Foi inclusive apontado nacionalmente como uma das boas práticas sociais daquela empresa. A UEMA sente-se honrada em ser partícipe desse projeto com mais cinco instituições.
O Conhecimento Científico é feito para ser contestado, pois é a refutação, a crítica, que o faz avançar. Jamais o pesquisador deve ser ridicularizado. Os ditadores e a Inquisição, esses sim, são a barbárie.
A dignidade e a honradez do povo imperatrizense, do professor Augusto Frazão, das instituições públicas e republicanas de Imperatriz, da Etnobotânica e da Fitoterapia, não serão eivadas por uma matéria com edição comprometida com fins que não visam ao interesse público nem ao bem estar físico, mental e social que caracteriza a Saúde Humana.
Prof. M.Sc. Antonio Expedito Ferreira Barroso de Carvalho
Diretor do Centro de Estudos Superiores de Imperatriz – CESI/UEMA
Fonte: correspondência pessoal
Nota de repúdio à Dráuzio Varella

É lamentável e digno de repúdio o comportamento de meios de comunicação que perseguem a ética do capital em detrimento da ética profissional que se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação. Ainda mais quando se prestam ao serviço manipular a opinião pública nacional com mentiras.
Por isso mesmo toda e qualquer forma de manipulação das informações, divulgação de fatos notadamente tendenciosos e preconceituosos receberá sempre o repúdio da sociedade, como as notícias levianas contra Pessoas como o Professor Frazão, que mesmo preocupando-se com o bem estar coletivo foi atacado pela Rede Globo no quadro “É bom pra quê?” veiculado na Revista Eletrônica Semanal Fantástico, exibida no dia 12 de setembro de 2010.
É bem verdade que o uso de medicamentos sem prescrição é incorreto, e pode levar a morte, mas o problema não está só nisto, como a população terá acesso a consultas, aos medicos e farmacêuticos se mal consegue o seu pão de cada dia
Vale Ressaltar que no Programa ridicularizaram com a cidade de Imperatriz e sua População, chamando grande parte de sua populaçao de "analfabetos e pobres", muito melhor ser analfabeto ou Pobre do que Ganhar dinheiro a custa da descoberta dos outros não é verdade seu Doutor? Ou Será só Drauzio Varella?
É Fantástico? Nada, fantástico é pouco! ... "o que me assusta é o silêncio dos inocentes"


... "o que me assusta é o silêncio dos inocentes"
Acham que as calunias anunciadas na TV serão esquecidas, enganam-se completamente. Quem não se lembra da matéria que fizeram no quadro "É Bom Pra Quê?", que houve a participação do nosso tão conhecido Químico e Professor Frazão, que além de um excelente profissional cumpre um brilhante trabalho junto a comunidade, e ajuda cada estudante que lhe procura ouvindo e dando a orientação necessária.
"O barulho dos injustos não me assusta;
o que me assusta é o silêncio dos inocentes"
Depois de um bom tempo sem postar, cá estamos. No plural mesmo, porque creio que esse post representa não só a minha revolta, mas a de toda a população de Imperatriz, que se viu ridicularizada após a matéria do programa Fantástico, que é bem mais que fantástico. Porque não é qualquer um que consegue fantasiar e maquiar algo. Estou falando da matéria que fizeram no quadro "É Bom Pra Quê?", que houve a participação do nosso tão conhecido químico Frazão.
por:Mauricio Moreno
http://retratodamente.blogspot.com/
Para saber do que se trata, veja a matéria: Químico do MA receita extrato de graviola para tratar câncer
Agora, para saber do que REALMENTE se trata, leia o post de Samuel Souza:
Antes de tudo, Frazão é um velho sonhador, desinibido quanto à busca do conhecimento e da prova das coisas como elas não deveriam e podem ser. É um valor incontestável que existe em Imperatriz, e disso, não tenho nenhuma dúvida.
A matéria exibida no Fantástico sobre a pesquisa de Frazão utilizando a graviola como tratamento, foi antes de tudo covarde e unilateral. Por mais que tenhamos a política da boa vizinhança, a Rede Globo insiste em agir na propagação da desinformação e do desdenho, como a única voz da verdade. É perigoso, danoso e colocam em cheque aquilo que a maioria dos brasileiros está reféns do que chega a sua casa. O Fantástico tratou o trabalho de Frazão de forma alucinógena e referiu a professora que lança mão do tratamento com a graviola como demente. Antes, porém, fez a referencia de Imperatriz desprovida de saúde pública e privada, exibindo ruas sem infraestrutura como se fosse à cidade como um todo. Além claro, de citar que Imperatriz é composta em sua maioria de analfabetos. E jogou na lata de lixo instituição como a Uema (sem nenhuma sorte de investimento público) e da Infraero, como co-atores da irresponsabilidade do “crime” de Frazão.
Frazão tem sua pesquisa reconhecida por cientistas da Ucrânia, quando ali se realizou o Congresso Internacional do Comitê de Divulgação de Trabalhos Científicos. Convenhamos, não é algo pouco.
É por estas e outras que às vezes não consigo dissociar ações louváveis de Frazão da coisa pública, da gestão pública e do investimento público. Se tivéssemos aqui levando a educação como prioridade, a pesquisa cientifica e a produção de conhecimento como tal, evitaria esta mídia ruim como o Fantástico nos expôs da forma mais infame de se imaginar.
Doutor Dráuzio Varela foi antes de tudo omisso à pesquisa de Frazão. Posando de bom moço e de médico da família, cumpriu como um fantoche a pauta da Venus prateada, ignorando sua bagagem quanto médico e pesquisador. E não tenha dúvidas nobre leitores, a imagem negativa de Imperatriz e da pesquisa de Frazão foi assim exposta tendo como base orientação política, infelizmente. Apenas um tronco de uma árvore que não vê!
Não devemos aceitar e nos referendarmos como uma descarga da desinformação. O Fantástico agiu como uma das épocas mais tenebrosas do conhecimento, que foi a Santa Inquisição, expondo Frazão como um mero bruxo louco de uma aldeia composta de loucos e desprovidos do além-mundo. A forma que o Fantástico e do doutor Dráuzio Varela, lembrou em especificamente, por ser de área correlacionada, o cientista russo Mendeleiev quanto de seus estudos em suprimir as reticências cientifica da química, do qual foi questionado e visto como sonhador. Mendeleiev realmente sonhou e então conseguiu mensurar o que nós conhecemos como Tabela Periódica dos elementos químicos. E aqui existe toda uma história para chegar a tal conhecimento.
Frazão merece o direito de resposta. Imperatriz merece o direito de resposta.
Entendeu? Mais pessoas podem falar a respeito:
http://porelsonaraujo.blogspot.com/2010/09/o-golpe-dos-produtores-da-globo-no.html
http://kamaleao.com/imperatriz/3153/
http://blogjoaorodrigues.com/2010/09/13/imperatriz-de-forma-negativa-no-fantastico/
http://www.agorabinhi.com/2010/09/e-fantastico.html
http://chiromo.blogspot.com/2010/09/professor-frazao-repercussao-da.html http://www.jornalpequeno.com.br/blog/robertlobato/?p=12088
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=106291942
O bom é que a Globo também fala a respeito da tão famosa e criticada graviola.
http://www.youtube.com/watch?v=u7Z6cEUshDQ&feature=player_embedded
domingo, 7 de novembro de 2010
Enem (Exame 2010) - 2º Dia 07/11 - Gabarito
Enem (Exame 2010) - 2º Dia 07/11
Amar----- Azul----- Cinz----- Rosa-----
91I A----- 91I E----- 91I D----- 91I E-----
92I D----- 92I A----- 92I A----- 92I D-----
93I E----- 93I D----- 93I E----- 93I A
94I C----- 94I C----- 94I D----- 94I D
95I D----- 95I D----- 95I C----- 95I C
91E D----- 91E E----- 91E D----- 91E D
92E D----- 92E D----- 92E D----- 92E D
93E E----- 93E D----- 93E E----- 93E E
94E A----- 94ED----- 94E A----- 94E D
95E D----- 95EA 95E D----- 95E A
96 C----- 96 C----- 96 C----- 96 C
97 E----- 97 E----- 97 E----- 97 E
98 E----- 98 E----- 98 C----- 98 C
99 C----- 99 C----- 99 E----- 99 E
100 A----- 100 C----- 100 E----- 100 C
101 E----- 101 A----- 101 A----- 101 E
102 C----- 102 E----- 102 C----- 102 A
103 D----- 103 D----- 103 D----- 103 D
104 E----- 104 E----- 104 E----- 104 E
105 C----- 105 D----- 105 C----- 105 D
106 D----- 106 D----- 106 D----- 106 D
107 B----- 107 B----- 107 B----- 107 B
108 D----- 108 B----- 108 D----- 108 B
109 A----- 109 A----- 109 A----- 109 A
110 B----- 110 C----- 110 B----- 110 C
111 C----- 111 C----- 111 C----- 111 C
112 C----- 112 C----- 112 C----- 112 C
113 E----- 113 E----- 113 B----- 113 B
114 B----- 114 B----- 114 E----- 114 E
115 B----- 115 B----- 115 B----- 115 B
116 E----- 116 E----- 116 E----- 116 E
117 A----- 117 D----- 117 D----- 117 D
118 D----- 118 D----- 118 A----- 118 D
119 D----- 119 A----- 119 D----- 119 A
120 A----- 120 A----- 120 A----- 120 A
121 C----- 121 C----- 121 C----- 121 C
122 D----- 122 D----- 122 D----- 122 D
123 B----- 123 B----- 123 B----- 123 B
124 C----- 124 C----- 124 C----- 124 C
125 E----- 125 D----- 125 E----- 125 D
126 D----- 126 E----- 126 D----- 126 E
127 D----- 127 D----- 127 D----- 127 D
128 D----- 128 A----- 128 A----- 128 D
129 A----- 129 D----- 129 D----- 129 A
130 D----- 130 D----- 130 D----- 130 D
131 B----- 131 A----- 131 B----- 131 A
132 A----- 132 B----- 132 A----- 132 B
133 A----- 133 A----- 133 A----- 133 A
134 D----- 134 D----- 134 A----- 134 A
135 A----- 135 A----- 135 D----- 135 D
136 C----- 136 C----- 136 C----- 136 C
137 E----- 137 E----- 137 E----- 137 E
138 E----- 138 E----- 138 E----- 138 E
139 B----- 139 B----- 139 B----- 139 B
140 C----- 140 B----- 140 D----- 140 A
141 D----- 141 D----- 141 C----- 141 D
142 A----- 142 A----- 142 A----- 142 A
143 B----- 143 C----- 143 C----- 143 B
144 C----- 144 C----- 144 B----- 144 C
145 A----- 145 A----- 145 A----- 145 C
146 B----- 146 B----- 146 B----- 146 B
147 A----- 147 B----- 147 A----- 147 B
148 E----- 148 E----- 148 E----- 148 E
149 B----- 149 B----- 149 B----- 149 B
150 B----- 150 B----- 150 B----- 150 B
151 A----- 151 A----- 151 A----- 151 A
152 E----- 152 B----- 152 E----- 152 B
153 D----- 153 D----- 153 D----- 153 D
154 C----- 154 C----- 154 C----- 154 C
155 C----- 155 C----- 155 B----- 155 C
156 B----- 156 A----- 156 C----- 156 A
157 D----- 157 D----- 157 D----- 157 D
158 A----- 158 A----- 158 A----- 158 A
159 E----- 159 E----- 159 E----- 159 E
160 C----- 160 C----- 160 C----- 160 C
161 B----- 161 E----- 161 B----- 161 E
162 D----- 162 D----- 162 D----- 162 D
163 D----- 163 E----- 163 B----- 163 D
164 B----- 164 B----- 164 D----- 164 E
165 E----- 165 D----- 165 E----- 165 B
166 C----- 166 C----- 166 C----- 166 C
167 B----- 167 B----- 167 B----- 167 B
168 B----- 168 B----- 168 B----- 168 B
169 D----- 169 D----- 169 D----- 169 D
170 B----- 170 B----- 170 B----- 170 B
171 B----- 171 B----- 171 B----- 171 B
172 C----- 172 C----- 172 C----- 172 C
173 D----- 173 B----- 173 B----- 173 D
174 B----- 174 D----- 174 D----- 174 B
175 E----- 175 E----- 175 E----- 175 E
176 B----- 176 B----- 176 D----- 176 B
177 E----- 177 E----- 177 E----- 177 E
178 D----- 178 D----- 178 B----- 178 D
179 D----- 179 D----- 179 D----- 179 D
180 D----- 180 D----- 180 D----- 180 D
Gabarito da Prova do ENEM 2010 - 1º dia (Prova Azul)
Gabarito da Prova do ENEM 2010 - 1º dia
(Prova Azul)
Ciências Humanas
1A | 2B | 3A | 4B | 5D | 6A | 7C | 8B | 9A | 10E |
11B | 12C | 13C | 14C | 15B | 16E | 17A | 18B | 19C | 20C |
21D | 22D | 23B | 24B | 25C | 26C | 27D | 28E | 29C | 30E |
31E | 32D | 33B | 34E | 35D | 36B | 37A | 38E | 39E | 40E |
41D | 42E | 43C | 44D | 45D |
Ciências da Natureza
46B | 47A | 48C | 49E | 50A |
51* | 52C | 53A | 54* | 55C | 56A | 57B | 58D | 59D | 60A |
61C | 62B | 63A | 64B | 65E | 66B | 67D | 68E | 69D | 70A |
71E | 72E | 73C | 74D | 75B | 76C | 77D | 78B | 79D | 80E |
81E | 82A | 83B | 84D | 85A | 86C | 87E | 88D | 89D | 90C |
sábado, 6 de novembro de 2010
Inversão de gabarito pode prejudicar Enem 2010
A folha de respostas entregue aos candidatos que realizaram a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não possuía a mesma ordem numérica da prova aplicada na tarde de ontem.

Enquanto no caderno de questões os primeiros itens eram de ciências humanas, no gabarito a primeiras opões a serem marcadas correspondiam a ciências da natureza.
A inversão causou confusões durante toda a realização do Enem, que teve cerca de 3,5 milhões presentes nos locais de prova em todo o País. No Ceará foram 207.465 inscritos. Em Fortaleza, logo após o término do exame, alguns estudantes reuniram-se em um cursinho pré-vestibular para relatar os erros e orientações distintas dadas em seus locais de prova.
Estudantes deverão acessar o site do Enem para requerer correção da prova de forma distinta próxima semanaEm algumas salas a instrução dada pelos fiscais era de que ignorassem a ordem numérica e seguissem a ordem proposta do gabarito. Já em outras salas, os conselhos eram de que os alunos deviam fazer como entendessem. Deste modo, a marcação dos gabarito seguiu de forma diferente para cada candidato, em consequência de um possível erro de impressão. "Isso é motivo suficiente para que muitos estejam, desde já, sentindo-se prejudicados", disse a estudante Nathalya Tavares, que respondeu ao gabarito sem seguir a numeração de pergunta e respostas. Ela preferiu marcar a 46ª questão da prova, na 1ª questão do gabarito e seguir a ordem decrescente, ao invés de seguir no gabarito a mesma ordem numérica apresentada na prova.
Em entrevista coletiva dada ontem à noite e transmita pelo Jornal Nacional, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim Soares Neto, afirmou que o problema ocorrido foi o de impressão, que todos os fiscais foram orientados. Ele informou que os estudantes que tenham sido prejudicados deverão acessar o site do Exame Nacional do Ensino Médio (www.enem.inep.gov.br) - para fazer o requerimento, em um espaço que será disponibilizado na próxima semana.
Além do problema dos gabaritos, em Fortaleza, foram observados vários outros erros durante a realização das provas. Quem recebeu a prova amarela percebeu que havia repetição de questões. Os itens 25º e 61º apareceram por mais de uma vez no mesmo caderno de questões. A proibição do uso de relógio, celulares, lápis e borrachas também foi motivo de confusão. Em uma sala do campus Itapery da Universidade Estadual do Ceará (Uece), candidatos entraram usando aparelhos celulares, que chagaram a tocar durante a realização da prova, mas ninguém foi excluído do certame. No mesmo local, candidatos deixaram a sala com o caderno de questões antes da quatro horas de realização do exame, relataram estudantes.
O diretor de um dos cursinhos pré-vestibulares entende que mesmo que haja a possibilidade de emitir reclamação pela Internet, o resultado causará enormes transtornos porque, após correção das provas, é possível que candidatos se beneficiem do erro de impressão.
Motivo de anulação
Na opinião do procurador geral da República, Oscar Costa Filho, somente o fato dos comando das questões estarem trocados já induz o aluno ao erro, "e esse motivo já é suficiente para que se anule a prova". Segundo o procurador, o que ocorreu ontem, nas provas do Enem, é caracterizado como um erro de direito, e por esse motivo basta a apresentação do documento para comprová-lo, ou seja, a prova de comando errado.
"Quando o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim José Soares Neto, afirma que houve orientação para que os estudantes seguissem rigorosamente a numeração das provas, ele tenta a mascarar o erro de direito, como se fosse um erro de fato. Porém é claro que a instituição foi quem errou, justamente ao dar o comando errado na hora de determinar o preenchimento do gabarito", explicou.
Com relação a solução apresentada por Soares Neto de abrir um espaço, no site, a partir da semana que vem, para que os alunos que se sentirem prejudicados possam abrir um requerimento, o procurador disse que "essa atitude confere ao aluno o poder de arbitrar a sua nota. E para ser um processo justo é necessário a anulação".
JANAYDE GONÇALVES E THAYS LAVOR
REPÓRTERES
Enquete
Confusão
"Eu segui a ordem numérica que estava na prova ignorei se era prova de ciências da natureza ou humanas".
Cícero Naidel,
17 anos
Estudante
"A fiscal disse para decidirmos. Inverti a ordem para corresponder a pergunta com a resposta."
Nathalya Tavares
17 anos
Estudante
"Não sei se fiz certo ou errado ao preencher o gabarito, mas além desse, teve erro na minha prova, questões repetidas."
Rafael Lopes
25 anos
Estudante
Enquanto no caderno de questões os primeiros itens eram de ciências humanas, no gabarito a primeiras opões a serem marcadas correspondiam a ciências da natureza.
A inversão causou confusões durante toda a realização do Enem, que teve cerca de 3,5 milhões presentes nos locais de prova em todo o País. No Ceará foram 207.465 inscritos. Em Fortaleza, logo após o término do exame, alguns estudantes reuniram-se em um cursinho pré-vestibular para relatar os erros e orientações distintas dadas em seus locais de prova.
Estudantes deverão acessar o site do Enem para requerer correção da prova de forma distinta próxima semanaEm algumas salas a instrução dada pelos fiscais era de que ignorassem a ordem numérica e seguissem a ordem proposta do gabarito. Já em outras salas, os conselhos eram de que os alunos deviam fazer como entendessem. Deste modo, a marcação dos gabarito seguiu de forma diferente para cada candidato, em consequência de um possível erro de impressão. "Isso é motivo suficiente para que muitos estejam, desde já, sentindo-se prejudicados", disse a estudante Nathalya Tavares, que respondeu ao gabarito sem seguir a numeração de pergunta e respostas. Ela preferiu marcar a 46ª questão da prova, na 1ª questão do gabarito e seguir a ordem decrescente, ao invés de seguir no gabarito a mesma ordem numérica apresentada na prova.
Em entrevista coletiva dada ontem à noite e transmita pelo Jornal Nacional, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim Soares Neto, afirmou que o problema ocorrido foi o de impressão, que todos os fiscais foram orientados. Ele informou que os estudantes que tenham sido prejudicados deverão acessar o site do Exame Nacional do Ensino Médio (www.enem.inep.gov.br) - para fazer o requerimento, em um espaço que será disponibilizado na próxima semana.
Além do problema dos gabaritos, em Fortaleza, foram observados vários outros erros durante a realização das provas. Quem recebeu a prova amarela percebeu que havia repetição de questões. Os itens 25º e 61º apareceram por mais de uma vez no mesmo caderno de questões. A proibição do uso de relógio, celulares, lápis e borrachas também foi motivo de confusão. Em uma sala do campus Itapery da Universidade Estadual do Ceará (Uece), candidatos entraram usando aparelhos celulares, que chagaram a tocar durante a realização da prova, mas ninguém foi excluído do certame. No mesmo local, candidatos deixaram a sala com o caderno de questões antes da quatro horas de realização do exame, relataram estudantes.
O diretor de um dos cursinhos pré-vestibulares entende que mesmo que haja a possibilidade de emitir reclamação pela Internet, o resultado causará enormes transtornos porque, após correção das provas, é possível que candidatos se beneficiem do erro de impressão.
Motivo de anulação
Na opinião do procurador geral da República, Oscar Costa Filho, somente o fato dos comando das questões estarem trocados já induz o aluno ao erro, "e esse motivo já é suficiente para que se anule a prova". Segundo o procurador, o que ocorreu ontem, nas provas do Enem, é caracterizado como um erro de direito, e por esse motivo basta a apresentação do documento para comprová-lo, ou seja, a prova de comando errado.
"Quando o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Joaquim José Soares Neto, afirma que houve orientação para que os estudantes seguissem rigorosamente a numeração das provas, ele tenta a mascarar o erro de direito, como se fosse um erro de fato. Porém é claro que a instituição foi quem errou, justamente ao dar o comando errado na hora de determinar o preenchimento do gabarito", explicou.
Com relação a solução apresentada por Soares Neto de abrir um espaço, no site, a partir da semana que vem, para que os alunos que se sentirem prejudicados possam abrir um requerimento, o procurador disse que "essa atitude confere ao aluno o poder de arbitrar a sua nota. E para ser um processo justo é necessário a anulação".
JANAYDE GONÇALVES E THAYS LAVOR
REPÓRTERES
Enquete
Confusão
"Eu segui a ordem numérica que estava na prova ignorei se era prova de ciências da natureza ou humanas".
Cícero Naidel,
17 anos
Estudante
"A fiscal disse para decidirmos. Inverti a ordem para corresponder a pergunta com a resposta."
Nathalya Tavares
17 anos
Estudante
"Não sei se fiz certo ou errado ao preencher o gabarito, mas além desse, teve erro na minha prova, questões repetidas."
Rafael Lopes
25 anos
Estudante
Alunos da UEMA de Imperatriz são premiados no III JOEX
UEMA de Imperatriz é a grande vencedora
da III Jornada de Extensão em São Luís
O Centro de Estudos Superiores de Imperatriz da UEMA, CESI/UEMA, arrebatou três dos sete prêmios na III JOEX - Jornada de Extensão da UEMA, que ocorreu em São Luís, no período de 14 a 16 de setembro. Foram apresentados 83 trabalhos desenvolvidos por alunos bolsistas ou voluntários dos 20 campi da UEMA na área Extensionista, um dos pilares da Universidade, assim como a educação e a pesquisa. Da campus de Imperatriz foram 11 trabalhos apresentados na JOEX.
Os alunos bolsistas de extensão Dailson Coelho Abreu, Danielly Morais Rocha e Thalita Rodrigues Lima, com seus professores orientadores, Geovânia Maria da Silva Braga, Maristane de Sousa Rosa e Manoel de Oliveira Dantas, foram premiados, respectivamente, nas áreas de Saúde, Cultura e Produção.
O aluno de Biologia Dailson Abreu, orientado pela professora Geovânia Braga, desenvolveu o Projeto de Extensão “Orientação Domiciliar ao Prélio e Controle de Insetos Transmissores de algumas Doenças Infecto Parasitárias no Município de Imperatriz”, cujo objetivo é minimizar o índice de doenças cujo vetores são insetos, sobretudo, mosquitos transmissores de doenças como leishmaniose tegumentar, calazar, malária, dengue e febre amarela. As ações de extensão desenvolvidas são um exemplo de como aliar Ciência e Sociedade, de como fazer o conhecimento científico gerado nos institutos de pesquisa chegar de forma didática e simples às pessoas contribuindo para seu bem-estar físico, mental e social.
da III Jornada de Extensão em São Luís
O Centro de Estudos Superiores de Imperatriz da UEMA, CESI/UEMA, arrebatou três dos sete prêmios na III JOEX - Jornada de Extensão da UEMA, que ocorreu em São Luís, no período de 14 a 16 de setembro. Foram apresentados 83 trabalhos desenvolvidos por alunos bolsistas ou voluntários dos 20 campi da UEMA na área Extensionista, um dos pilares da Universidade, assim como a educação e a pesquisa. Da campus de Imperatriz foram 11 trabalhos apresentados na JOEX.
Os alunos bolsistas de extensão Dailson Coelho Abreu, Danielly Morais Rocha e Thalita Rodrigues Lima, com seus professores orientadores, Geovânia Maria da Silva Braga, Maristane de Sousa Rosa e Manoel de Oliveira Dantas, foram premiados, respectivamente, nas áreas de Saúde, Cultura e Produção.
O aluno de Biologia Dailson Abreu, orientado pela professora Geovânia Braga, desenvolveu o Projeto de Extensão “Orientação Domiciliar ao Prélio e Controle de Insetos Transmissores de algumas Doenças Infecto Parasitárias no Município de Imperatriz”, cujo objetivo é minimizar o índice de doenças cujo vetores são insetos, sobretudo, mosquitos transmissores de doenças como leishmaniose tegumentar, calazar, malária, dengue e febre amarela. As ações de extensão desenvolvidas são um exemplo de como aliar Ciência e Sociedade, de como fazer o conhecimento científico gerado nos institutos de pesquisa chegar de forma didática e simples às pessoas contribuindo para seu bem-estar físico, mental e social.
IV Fecitec - 2010
A IV Feira de Ciência e Tecnologia - Sul do Maranhão (Fecitec) será realizada de 09 a 14 de novembro, na cidade de Imperatriz/MA. Na UNISULMA.
A IV FECITEC - Sul do Maranhão mantém parceria com os seguintes eventos:
MOSTRATEC - Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul
FEBRACE - São Paulo - São Paulo
EXCETEC - Fortaleza - Ceará
MOCINN - Ceará
FECITEC 2010 contará com a participação do Departamento de Popularizaçäo e Difusäo da CT / MCT e pela primeira vez o MEC se fará representar no evento.

FECITEC 2010
COMISSÃO CENTRAL DA 4ª. FECITEC - Sul do Maranhão
Presidente:
Alexandre Passos da Silva
Vice-Presidente
José Fábio de França Orlanda
Comissão Central
Andréa Ohanna Santos Carvalho
Annie Francielly Silva Bahia
Chardeylton Linhares Meneses
Elaine Caroline de Sousa Barros
Emerson Benton Araújo Garcia
Gizele da Costa Cerqueira
Glauco Hebert Almeida de Melo
Jhonatan de Oliveira Carvalho
Joelbe José Sousa de Almeida
Laion Mairton Costa Sá
Margoula Soares Ribeiro
Maria Beatriz Fávero
Milene Vieira Santos Rocha
A IV FECITEC - Sul do Maranhão mantém parceria com os seguintes eventos:
MOSTRATEC - Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul
FEBRACE - São Paulo - São Paulo
EXCETEC - Fortaleza - Ceará
MOCINN - Ceará
FECITEC 2010 contará com a participação do Departamento de Popularizaçäo e Difusäo da CT / MCT e pela primeira vez o MEC se fará representar no evento.
FECITEC 2010
COMISSÃO CENTRAL DA 4ª. FECITEC - Sul do Maranhão
Presidente:
Alexandre Passos da Silva
Vice-Presidente
José Fábio de França Orlanda
Comissão Central
Andréa Ohanna Santos Carvalho
Annie Francielly Silva Bahia
Chardeylton Linhares Meneses
Elaine Caroline de Sousa Barros
Emerson Benton Araújo Garcia
Gizele da Costa Cerqueira
Glauco Hebert Almeida de Melo
Jhonatan de Oliveira Carvalho
Joelbe José Sousa de Almeida
Laion Mairton Costa Sá
Margoula Soares Ribeiro
Maria Beatriz Fávero
Milene Vieira Santos Rocha
Por que o brasileiro lê pouco?
Fiquemos com a resposta da maior autoridade no mundo, a UNESCO. Para o setor da ONU que cuida de educação e cultura, só há leitura onde: 1) ler é uma tradição nacional, 2) o hábito de ler vem de casa e 3) são formados novos leitores. O problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar na biblioteca. Para piorar, especialistas culpam a escola pela falta de leitores. ” Os professores costumam indicar clássicos do século 19, maravilhosos, mas que não são adequados a um jovem de 15 anos”, diz Zoara Failla, do Instituto Pró Livro. “Apresentado só a obras que considera chatas, ele não busca mais o livro depois que sai do colégio.” Muitos educadores defendem que o Brasil poderia adotar o esquema anglo-saxão, em que os clássicos são um pouco mais próximos, dos anos 50 e 60, e há menos livros, que são analisados a fundo. mas aí teria de mudar o vestibular, e isso já é outra história.
Raphael Soeiro – Revista Super Interessante – edição 284 – novembro 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
DEUS É 10
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""Deus é 10 - a festa""
com o Tema Buscando as coisas do alto.
Será nos Dias 20 e 21 de novembro.
No Ginásio da Paróquia São Francisco.
Vale a Pena Conferir!
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Nos dias 20 e 21 de novembro a Comunidade Aliança Sagrada Família realiza no Ginásio da Paróquia São Francisco, localizado à Rua Pernambuco, entre Luís Domingues e Benedito Leite, a 6° edição da festa Deus é 10. O evento acontece a partir das 20hs, e a entrada custa dez reais para as duas noites. O evento Deus é 10 a Festa tem a missão de tornar pública a palavra de Deus a todos, envolvendo os jovens a uma experiência familiar e divina.
Esse ano, o Deus é 10 traz como tema “Buscando as coisas do alto” ((Colossenses, 3), e contará com a participação da cantora Jake Guerreira do amor e de bandas católicas locais.
Jake, Guerreira do amor nasceu na capital de São Paulo e iniciou sua vida musical no universo católico ainda adolescente. No final de 2006 Jake lança seu primeiro CD de Axé Católico, com a participação de vários músicos brasileiros. Nesse Cd, a música Pó pará com pó foi um dos rits do carnaval 2009. Atualmente Jake viaja todo o Brasil levando seu show a micaretas e grandes eventos.
A Banda traz uma musicalidade baiana, com ritmo axé e presença marcante de instrumentos percussivos.
Thays Assunção - Ícone Comunicação
Graduanda dos cursos de Comunicação Social/Jornalismo e História
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""Deus é 10 - a festa""
com o Tema Buscando as coisas do alto.
Será nos Dias 20 e 21 de novembro.
No Ginásio da Paróquia São Francisco.
Vale a Pena Conferir!
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Nos dias 20 e 21 de novembro a Comunidade Aliança Sagrada Família realiza no Ginásio da Paróquia São Francisco, localizado à Rua Pernambuco, entre Luís Domingues e Benedito Leite, a 6° edição da festa Deus é 10. O evento acontece a partir das 20hs, e a entrada custa dez reais para as duas noites. O evento Deus é 10 a Festa tem a missão de tornar pública a palavra de Deus a todos, envolvendo os jovens a uma experiência familiar e divina.
Esse ano, o Deus é 10 traz como tema “Buscando as coisas do alto” ((Colossenses, 3), e contará com a participação da cantora Jake Guerreira do amor e de bandas católicas locais.
Jake, Guerreira do amor nasceu na capital de São Paulo e iniciou sua vida musical no universo católico ainda adolescente. No final de 2006 Jake lança seu primeiro CD de Axé Católico, com a participação de vários músicos brasileiros. Nesse Cd, a música Pó pará com pó foi um dos rits do carnaval 2009. Atualmente Jake viaja todo o Brasil levando seu show a micaretas e grandes eventos.
A Banda traz uma musicalidade baiana, com ritmo axé e presença marcante de instrumentos percussivos.
Thays Assunção - Ícone Comunicação
Graduanda dos cursos de Comunicação Social/Jornalismo e História
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domingo, 31 de outubro de 2010
IMPACTO DO HOMEM SOBRE O MEIO AMBIENTE
Em uma época em que catástrofes naturais são cada vez mais
freqüentes e devastadoras, as diversas nações do planeta começam
a se importar com as conseqüências da industrialização acelerada
notada no último século. A emissão de gases poluentes na
atmosfera – apenas uma das várias ações do homem que vêm
modificando a natureza –, além de contribuir para o aquecimento
global, traz inúmeros problemas de saúde para moradores de
grandes cidades, onde se concentra mais da metade da população
mundial. No Brasil, as queimadas na Amazônia levaram Pascal
Lamy, presidente da Organização Mundial do Comércio, a
defender a internacionalização da floresta à época de sua
candidatura. Nunca discutiu-se tanto sobre o meio ambiente.
A natureza vem sendo transformada pelo homem que destrói e
contribui na maioria das vezes com a extinção de espécieis
animais e vegetais existentes no planeta, também colaboram
através de práticas inconseqüentes para a poluição do ar, do solo e
principalmente da água.
Nossa saúde está integrada ao meio ambiente, por isso se este
estiver sendo negligenciado, pense que com ele está sendo
destruída principalmente a vida que inclui o nosso bem estar e o
de todos os seres vivos, conseqüentemente, o futuro deste
planeta.
Há milhares de anos o homem vem degradando a natureza, passo
a passo, através de agressões como: as queimadas, as derrubadas
de florestas, o desenvolvimento industrial que se tornou o
principal responsável pela degradação da natureza e do meio
ambiente.
As indústrias lançam poluentes como, por exemplo, o enxofre
gerando a chuva ácida que causa danos às plantações, as florestas,
ao homem através de alimentos envenenados. A chuva ácida
produz um gás capaz de subir muito alto na atmosfera impedindo
a renovação da camada de ozônio, que retém os raios ultravioletas
do sol. A destruição desta camada proporciona a elevação da
temperatura ambiente da Terra, derretendo as geleiras e
aumentando o nível das marés. Nas indústrias, também, se produz
um veneno chamado "DDT". É um produto químico que tem a
capacidade de matar os insetos que atacam as lavouras, mas
também mata os insetos não prejudiciais, e como não é
biodegradável, isto é, capaz de ser decomposto pela ação de
organismos vivos, também, penetra nos alimentos causando
doenças aos homens.
Os combustíveis queimados pelas indústrias e pelos transportes
automotores produzem um gás chamado “CO2” que é renovado
pelas plantas e pelos oceanos. Como o homem destrói florestas
inteiras fazendo queimadas para fazer pastagens, utiliza a madeira
para construção civil ou ainda, derruba árvores para utilizar a
madeira em confecção de móveis e ou para fazer carvão e etc., as
plantas não conseguem absorver este gás, por isso é muito comum
nos grandes centros urbanos, pessoas sentirem tonturas, enjôos,
olhos lacrimejando e ardendo, devido à ação poluente dos gases.
Todo poluente solúvel, isto é, substância solúvel que, se liberada,
causa danos ao meio ambiente, lançado no solo e no ar tem o seu
destino final nos rios, lagos e mares e águas subterrâneas, esta
poluição vem causando problemas gravíssimos em nosso
ecossistema que vem a ser o conjunto dos seres vivos e do seu
meio ambiente físico, incluindo as relações entre si.
Apesar de o homem ser parte integrante da natureza, ele a destrói.
Por quê? Esta é uma pergunta que deverá ser respondida antes que
as próximas gerações venham sofrer conseqüências dramáticas
causadas pelas ações mal planejadas do homem. Existem muitos
exemplos de poluição e degradação da natureza e garanto-lhes
que por detrás de todos, o homem está presente.
A preocupação com o meio ambiente deve fazer parte da vida de
cada cidadão, e dos governantes. Todos devem tornar as cidades
em que vivemos um lugar prazeroso e saudável. O tratamento de
esgoto, a fiscalização das indústrias, a criação de parques e praças
com muito verde, a fiscalização das áreas de preservação
ambiental são algumas das atribuições que os governantes e
cidadãos têm por obrigação zelar. Devemos contribuir para
diminuir a poluição fazendo a nossa parte: separando o lixo para
ser reciclado, não sujando as ruas e lugares públicos, não jogando
lixo nas encostas e rios, economizando água e luz, evitando usar
garrafaspet,etc.
Para cada problema existe uma solução possível, o ideal é evitar
que os problemas aconteçam. É melhor agirmos com precaução
em todas as nossas ações. Assim o céu ficará mais azul e as
cidades serão lugares agradáveis de morar. Devemos nos
conscientizar de que fazemos parte da natureza assim, quando a
desrespeitamos estamos nos desrespeitando também.
Dilma Rousseff é eleita a 1ª presidente do Brasil
Eleições 2010: Primeira presidente e segunda mulher a administrar o Brasil, Dilma reflete tendência
A eleição de Dilma Rousseff segue tendência política latinoamericana e representa o maior passo na direção da igualdade de gênero no país desde 1932, quando as brasileiras ganharam o direito de votar. A petista se tornou a primeira presidente da República e segunda mulher a governar o Brasil.
A primeira foi a Princesa Isabel, que assumiu a regência no século XIX várias vezes enquanto o Imperador viajava.
Na história recente, o movimento de chegada das mulheres ao poder na América Latina ganhou impulso em 2006, com a eleição de Michelle Bachelet como presidente do Chile. Na Argentina, com apoio do marido Néstor, Cristina Kirchner se tornou a primeira mulher presidente eleita no país em 2007, apesar de não ter sido a primeira mulher a chefiar o estado argentino.
Mais que um efeito de fórmulas marqueteiras baseadas nos anseios dos eleitores, a ascensão feminina no ambiente da administração pública é resultado de longo processo histórico.
Segundo José Eustáquio Diniz Alves, professor do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências, desde a Revolução Francesa, que instalou o voto universal, mas excluiu as mulheres dessa “universalidade”, a luta pela igualdade de gênero tem sido constante.
O professor cita um autor contemporâneo à Revolução para mostrar que desde então já havia gente defendendo os direitos políticos femininos. “Não faltaram vozes defendendo os direitos iguais há mais de 200 anos. O Marquês de Condorcet foi um ardoroso defensor do voto feminino naqueles tempos revolucionários. Em 1790 ele escreveu o seguinte: Ou nenhum indivíduo da espécie humana tem verdadeiros direitos, ou todos têm os mesmos”, conta.
No Brasil, após o direito ao voto em 32, foi com a Lei 9504, de 1997, que mais um passo importante foi dado. Regulando as eleições, a lei definiu uma cota mínima de 30% para as candidaturas de ambos os sexos. Desde então, os partidos passaram a dar mais espaço para as candidatas, embora muitas vezes tenham enfrentado dificuldade até para preencher as chapas com o mínimo de mulheres necessário.
Na Europa a situação não é muito diferente. Mas existem países europeus com tradição de mulheres no poder. Na Irlanda, por exemplo, a presidência tem sido exercida por mulheres desde 1990. Deve-se, porém levar em conta que o país é parlamentarista e nunca teve uma primeira-ministra.
Os norte-americanos, nas últimas eleições, resolveram eleger o primeiro negro ao invés da primeira mulher presidente já nas prévias do partido Democrata, que escolheu Barack Obama e tirou Hillary Clinton da corrida presidencial.
Na África, com participação feminina mais acentuada, o motivo apontado pelos analistas são as constantes guerras étnicas que acabam matando mais homens do que mulheres.
Brasil feminino
E não é apenas na política que as mulheres ganham destaque no Brasil. Há alguns anos as brasileiras já têm nível de escolaridade superior ao dos homens e ocupam mais vagas no ensino superior.
No mundo corporativo, no entanto, a situação não acompanhou as mudanças. Segundo dados do Instituto Ethos, nas 500 maiores empresas nacionais apenas 13% dos cargos de direção estão nas mãos de mulheres.
Da Princesa Isabel, que governou as terras brasileiras por um período total de aproximadamente três anos, sempre interinamente e à sombra do Imperador, até Dilma Rousseff, que assume o controle da nação nos próximos quatro anos legitimada pela escolha de 55,59% dos votos válidos em eleição direta e universal, o Brasil dá um enorme salto histórico rumo à igualdade de gênero.
sábado, 30 de outubro de 2010
Que a democracia seja feita (that democracy is made)!

Eleições 2010: Eleitores definem hoje, entre José Serra e Dilma Rousseff, o 40º presidente da República.
Dilma e Serra disputam comando do país!
-Acredito que todos Nós Brasileiros esperamos que seja feita a melhor escolha para o futuro do Brasil(nosso futuro), durante esses 4 anos!
Ao meu ver não devemos querer induzir ninguém a votar só por que achamos que estamos certos! Que cada um possa analisar as propostas e o perfil de cada candidato ou o que mais for necessário, para tomar sua decisão!
O voto é de cada um, e o Voto é secreto!
-Que o Vencedor ou Vencedora! Possa dar o Máximo de si pela Nação, pois não estará representando somente a parcela da população de quem obteve os Votos favoráveis, mas de todos NÓS BRASILEIROS E BRASILEIRAS!
Termina hoje a campanha mais agressiva desde Collor x Lula
Vista como a mais tensa desde 1989, disputa deste ano teve dossiês, boatos, agressões, confrontos de militantes e ataques verbais
Matheus Pichonelli e Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo | 29/10/2010 07:05
Com o encerramento da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, termina oficialmente nesta sexta-feira a campanha mais agressiva para a Presidência da República desde a redemocratização. Marcada por troca de ataques e exploração de escândalos políticos, a eleição de 2010 contrariou o modelo que guiou disputas anteriores, nas quais adversários evitavam ataques em debates e discursos para não afugentar eleitores.
Tanto o PT da ex-ministra Dilma Rousseff como o PSDB do ex-governador José Serra dizem ver na campanha deste ano um dos embates mais tensos da história recente. “Foi uma das eleições mais radicalizadas do Brasil nos últimos anos, com radicalizações desnecessárias de ambos os lados e que não contribuíram em nada para formação da opinião do eleitor. Fica a lição para que, nas próximas eleições, as ideias é que briguem e não as pessoas”, afirma o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, senador eleito pelo PSDB.
“Há muito tempo participo de disputas eleitorais, e eu nunca vi uma eleição em que o subterrâneo, a calúnia e a falta de respeito estiveram tão presentes. Lamento, mas posso garantir que isso não partiu do nosso lado”, justifica o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da campanha petista à Presidência.
A campanha deste ano só pode ser comparada à que opôs o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual senador Fernando Collor de Mello na disputa pela Presidência, em 1989, segundo o vereador José Américo (PT-SP). Coordenador da campanha petista naquela eleição, ele relembrou o fato de Collor ter veiculado imagens de uma ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o então líder sindical de ter lhe dado dinheiro para realizar um aborto e de não assumir a filha Lurian. Lula, lembra o vereador, também foi acusado de querer invadir casas e proibir cultos em igrejas.
“Foi uma campanha muito intensa”, resume, ao investir na tese de que ataques que diz terem sido lançados contra o PT nesta eleição foram mais “sofisticados e organizados”, sobretudo por causa dos boatos disseminados pela internet. Segundo ele, as campanhas de 1994, 1998 e 2002 foram “relativamente tranquilas” porque os presidentes eleitos iniciaram a disputa na posição de favoritos, e foram eleitos nessa situação.

Collor e Lula, durante debate da eleição de 1989, mediado pelo jornalista Boris Casoy; disputa eleitoral daquele ano foi marcada por acusações e troca de ataques
O senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha tucana à Presidência, ironiza as críticas dos adversários e afirma que é o PT, na verdade, quem se especializou em produzir dossiês contra os rivais, como aconteceu em 2006 no chamado escândalo dos aloprados. Na época, petistas foram presos tentando adquirir um dossiê contra tucanos que disputavam aquela eleição - Serra era candidato ao governo paulista e Geraldo Alckmin concorria à Presidência.
“Sou presidente do partido e coordenei a campanha. E gostaria de saber onde é essa central de boato pra mandar desfazer”, rebate. Segundo o dirigente tucano, o que se fala na internet e nas redes sociais é um fenômeno difícil de se obter controle. “A internet tem um papel nisso e expandiu imensamente (os ataques)”.
Matheus Pichonelli e Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo | 29/10/2010 07:05
Com o encerramento da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, termina oficialmente nesta sexta-feira a campanha mais agressiva para a Presidência da República desde a redemocratização. Marcada por troca de ataques e exploração de escândalos políticos, a eleição de 2010 contrariou o modelo que guiou disputas anteriores, nas quais adversários evitavam ataques em debates e discursos para não afugentar eleitores.
Tanto o PT da ex-ministra Dilma Rousseff como o PSDB do ex-governador José Serra dizem ver na campanha deste ano um dos embates mais tensos da história recente. “Foi uma das eleições mais radicalizadas do Brasil nos últimos anos, com radicalizações desnecessárias de ambos os lados e que não contribuíram em nada para formação da opinião do eleitor. Fica a lição para que, nas próximas eleições, as ideias é que briguem e não as pessoas”, afirma o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, senador eleito pelo PSDB.
“Há muito tempo participo de disputas eleitorais, e eu nunca vi uma eleição em que o subterrâneo, a calúnia e a falta de respeito estiveram tão presentes. Lamento, mas posso garantir que isso não partiu do nosso lado”, justifica o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da campanha petista à Presidência.
A campanha deste ano só pode ser comparada à que opôs o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o atual senador Fernando Collor de Mello na disputa pela Presidência, em 1989, segundo o vereador José Américo (PT-SP). Coordenador da campanha petista naquela eleição, ele relembrou o fato de Collor ter veiculado imagens de uma ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o então líder sindical de ter lhe dado dinheiro para realizar um aborto e de não assumir a filha Lurian. Lula, lembra o vereador, também foi acusado de querer invadir casas e proibir cultos em igrejas.
“Foi uma campanha muito intensa”, resume, ao investir na tese de que ataques que diz terem sido lançados contra o PT nesta eleição foram mais “sofisticados e organizados”, sobretudo por causa dos boatos disseminados pela internet. Segundo ele, as campanhas de 1994, 1998 e 2002 foram “relativamente tranquilas” porque os presidentes eleitos iniciaram a disputa na posição de favoritos, e foram eleitos nessa situação.
Collor e Lula, durante debate da eleição de 1989, mediado pelo jornalista Boris Casoy; disputa eleitoral daquele ano foi marcada por acusações e troca de ataques
O senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha tucana à Presidência, ironiza as críticas dos adversários e afirma que é o PT, na verdade, quem se especializou em produzir dossiês contra os rivais, como aconteceu em 2006 no chamado escândalo dos aloprados. Na época, petistas foram presos tentando adquirir um dossiê contra tucanos que disputavam aquela eleição - Serra era candidato ao governo paulista e Geraldo Alckmin concorria à Presidência.
“Sou presidente do partido e coordenei a campanha. E gostaria de saber onde é essa central de boato pra mandar desfazer”, rebate. Segundo o dirigente tucano, o que se fala na internet e nas redes sociais é um fenômeno difícil de se obter controle. “A internet tem um papel nisso e expandiu imensamente (os ataques)”.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Dia 29 de Novembro, Dia Nacional do Livro
Por que o livro é caro no Brasil?
Como é distribuído, em porcentagem, cada parcela do preço de capa de cada livro no Brasil.
O leitor brasileiro é prejudicado pelas tiragens pequenas. Como o mercado de livros no Brasil é bem reduzido, as edições são minguadas. Na média, não passam dos 2 000 exemplares. A equação é cruel: tiragens mínimas projetam o custo unitário lá para as alturas. O leitor, quando pode, é quem acaba pagando a conta. Veja, em porcentagens, para quem vai cada parcela do preço de capa que você paga na livraria:

papel
Menos de 5%
Às vezes é transformado no vilão da história. O custo subiu depois do Real, o preço da tonelada de papel branco passou de cerca de 600 para 1 100 reais , mas não significa nem 5% do preço de um livro.
editor
Cerca de 25%
O editor fica com algo em torno de 25% do preço de capa. Esse valor paga os custos de funcionamento da editora, a tradução, revisão, paginação e o lucro.
autor
De 7% a 12%
Recebe em média 10% do preço de capa de um livro, mas essa porcentagem varia. O valor inclui todos os custos de seu trabalho. Na maioria dos casos, o autor não recebe adiantamentos.
gráfica
Cercade 8%
O custo de impressão de um livro comum, sem ilustrações impressas em papel especial, é da ordem de 8% do preço de capa, sem incluir o preço do papel.
distribuidor
Cerca de 15%
A maior parte do preço de capa do livro fica na distribuição e venda. O distribuidor atacadista fica com 15%.
livraria
40%
A livraria fica com 40% do preço de capa do livro, em média.
Não é novidade para ninguém. Nos Estados Unidos e na Europa, um livro sai bem mais barato que no Brasil. Vamos só lembrar um dos muitos exemplos. Na França, um dos volumes com as aventuras de Asterix (vendidos em livrarias, não em bancas) sai pelo equivalente a R$ 8,95. Aqui, custa R$ 17,00. A capa, o tamanho, o número de páginas, os quadrinhos, tudo é idêntico. Só o que muda é o idioma que vem dentro dos balões. Claro: os custos da tradução não explicam o aumento.
O problema é a tiragem. Enquanto outros países trabalham com tiragens médias de mais de 10 000 exemplares por edição, no Brasil esse número fica na casa dos 2 000. O mercado é pequeno, vende-se pouco, e elevar essa média é produzir enca-lhes. Daí que, com edições reduzidas, o custo por unidade sobe. O raciocínio é bem simples. Fora o papel, que varia segundo a quantidade de exemplares, toda edição tem um custo fixo, do qual não dá para fugir. Composição das páginas, máquinas, revisões, ilustrações, tudo isso independe da tiragem. E quando se divide o custo fixo pelo número de exemplares, tem-se o custo unitário.
Como o mercado brasileiro se organizou com base nas pequenas tiragens, o preço final de um volume é sempre alto. Mesmo os best-sellers, que vendem dezenas de milhares de cópias, custam caro, já que os editores fixam o preço com base em padrões (um certo x por página) estabelecidos a partir das baixas tiragens. A vantagem, dos editores, é que best-sellers dão mais lucro. E quase sempre compensam o prejuízo dos títulos que acabam encalhando nas prateleiras.
Como é distribuído, em porcentagem, cada parcela do preço de capa de cada livro no Brasil.
O leitor brasileiro é prejudicado pelas tiragens pequenas. Como o mercado de livros no Brasil é bem reduzido, as edições são minguadas. Na média, não passam dos 2 000 exemplares. A equação é cruel: tiragens mínimas projetam o custo unitário lá para as alturas. O leitor, quando pode, é quem acaba pagando a conta. Veja, em porcentagens, para quem vai cada parcela do preço de capa que você paga na livraria:
papel
Menos de 5%
Às vezes é transformado no vilão da história. O custo subiu depois do Real, o preço da tonelada de papel branco passou de cerca de 600 para 1 100 reais , mas não significa nem 5% do preço de um livro.
editor
Cerca de 25%
O editor fica com algo em torno de 25% do preço de capa. Esse valor paga os custos de funcionamento da editora, a tradução, revisão, paginação e o lucro.
autor
De 7% a 12%
Recebe em média 10% do preço de capa de um livro, mas essa porcentagem varia. O valor inclui todos os custos de seu trabalho. Na maioria dos casos, o autor não recebe adiantamentos.
gráfica
Cercade 8%
O custo de impressão de um livro comum, sem ilustrações impressas em papel especial, é da ordem de 8% do preço de capa, sem incluir o preço do papel.
distribuidor
Cerca de 15%
A maior parte do preço de capa do livro fica na distribuição e venda. O distribuidor atacadista fica com 15%.
livraria
40%
A livraria fica com 40% do preço de capa do livro, em média.
Não é novidade para ninguém. Nos Estados Unidos e na Europa, um livro sai bem mais barato que no Brasil. Vamos só lembrar um dos muitos exemplos. Na França, um dos volumes com as aventuras de Asterix (vendidos em livrarias, não em bancas) sai pelo equivalente a R$ 8,95. Aqui, custa R$ 17,00. A capa, o tamanho, o número de páginas, os quadrinhos, tudo é idêntico. Só o que muda é o idioma que vem dentro dos balões. Claro: os custos da tradução não explicam o aumento.
O problema é a tiragem. Enquanto outros países trabalham com tiragens médias de mais de 10 000 exemplares por edição, no Brasil esse número fica na casa dos 2 000. O mercado é pequeno, vende-se pouco, e elevar essa média é produzir enca-lhes. Daí que, com edições reduzidas, o custo por unidade sobe. O raciocínio é bem simples. Fora o papel, que varia segundo a quantidade de exemplares, toda edição tem um custo fixo, do qual não dá para fugir. Composição das páginas, máquinas, revisões, ilustrações, tudo isso independe da tiragem. E quando se divide o custo fixo pelo número de exemplares, tem-se o custo unitário.
Como o mercado brasileiro se organizou com base nas pequenas tiragens, o preço final de um volume é sempre alto. Mesmo os best-sellers, que vendem dezenas de milhares de cópias, custam caro, já que os editores fixam o preço com base em padrões (um certo x por página) estabelecidos a partir das baixas tiragens. A vantagem, dos editores, é que best-sellers dão mais lucro. E quase sempre compensam o prejuízo dos títulos que acabam encalhando nas prateleiras.
domingo, 24 de outubro de 2010
Cientistas aceleram evolução de vírus para exterminá-lo
Muitas das mutações que atingem os vírus são fatais.
Efeitos da 'mutagênese letal', porém ainda são desconhecidos.
Do 'New York Times'
A evolução é a arma secreta do vírus. Ele pode rapidamente trocar de disfarce para escapar de nosso sistema imunológico e se tornar resistente a medicamentos antivirais.
Porém, alguns cientistas estão virando essa arma secreta contra os próprios vírus. Eles esperam curar infecções forçando os vírus a evoluírem até sua própria extinção.
Vírus podem evoluir graças aos erros que cometem ao se replicar. Todos os seres vivos podem sofrer mutações, mas os vírus são especialmente inclinados a esses erros genéticos. Na verdade, algumas espécies de vírus sofrem mutações centenas de milhares de vezes mais rápido que os seres humanos.
Muitas das mutações que atingem os vírus são fatais. Outras apenas desaceleram seu crescimento, e outras não surtem efeito algum. Algumas mutações são benéficas, e os vírus que as herdam podem rapidamente dominar uma população viral.
O vírus da pólio, por exemplo, entra no corpo pelos intestinos e dali parte para a corrente sanguínea, os músculos e, em uma pequena parte dos casos, o sistema nervoso.

Toda vez que o vírus chega a um novo tipo de tecido, a seleção natural favorece os mais preparados para crescer ali. "O vírus precisa ter essa flexibilidade genética para se adaptar a seus ambientes", disse Raul Andino, virologista da Universidade da Califórnia, em São Francisco.
No entanto, se a taxa de mutação de um vírus fica alta demais, segundo sugerem estudos matemáticos, ele irá sofrer. "A maioria das mutações é ruim", disse Claus Wilke, biólogo evolucionário da Universidade do Texas. "Dessa forma, ao aumentar a quantidade de mutações, você pode reduzir o número de boas proles".
A prole defeituosa se reproduz mais devagar que seus ancestrais. Com o acúmulo de diversas mutações, os vírus não conseguem mais substituir sua quantidade; toda a população desaparece.
Se aumentar as taxas de mutações pode exterminar os vírus, isso significa que um medicamento causador de mutações poderia curar um caso de gripe? "Já se pensa nessa ideia há vários anos", disse Louis Mansky, virologista da Universidade de Minnesota.
HIV
O vírus precisa ter essa flexibilidade genética para se adaptar a seus ambientes "
Uma década atrás, cientistas começaram a conduzir experimentos que sugeriam que a ideia poderia funcionar. Em um estudo, Lawrence Loeb, geneticista da Universidade de Washington, e colegas erradicaram o HIV in vitro aplicando um medicamento causador de mutações a células infectadas.
Relatando seus resultados, o grupo de Loeb apelidou esse tipo de ataque de "mutagênese letal".
Inicialmente, a mutagênese letal conquistou muitos cientistas por parecer uma maneira radicalmente nova de combater vírus. Porém, dez anos após seus sucessos iniciais, a mutagênese letal não chegou às farmácias. Cientistas tiveram de lutar com questões difíceis sobre a segurança e eficácia da prática.
"Isso é algo comum na pesquisa biomédica", disse Mansky. "Pessoas têm ideias, mas então aparecem as barreiras na estrada e a empolgação se esvanece".
Uma barreira na estrada foi o fato de que muitos dos remédios usados pelos cientistas para causar a mutagênese letal eram tóxicos demais para ministrar aos pacientes. E havia também algo inerentemente arriscado a respeito da própria ideia da mutagênese letal.
Afinal, um medicamento que acelera mutações num vírus pode, da mesma forma, acelerar mutações nas células do hospedeiro. Como resultado, a mutagênese letal poderia concebivelmente aumentar o risco de câncer.
Resistência
Outro problema com a mutagênese letal é que os vírus podem ser capazes de desenvolver resistência a ela. Alguns estudos sugerem que vírus podem evoluir de forma que medicamentos causadores de mutações não interfiram neles.
Andino e seus colegas descobriram outro tipo de resistência no vírus da pólio: eles ficam mais cuidadosos. Esses subtipos resistentes possuem uma taxa de mutação mais baixa, pois suas enzimas cometem menos erros ao construir novos genes. "As enzimas levam mais tempo em cada passo", disse ele.
Um novo artigo, a ser publicado no jornal "Genetics", mostra exatamente o quanto a mutagênese letal continua sendo misteriosa. Pesquisadores da Universidade do Texas tentaram usar a mutagênese letal para eliminar um vírus chamado T7, que infecta apenas a bactéria E. coli.
Os cientistas conhecem muito bem o T7 graças a duas décadas de detalhada pesquisa sobre o vírus. Eles conseguiram realizar previsões precisas sobre os efeitos de um medicamento que eleva mutações.
Todavia, o T7 não regrediu conforme haviam previsto. Depois de evoluir por 200 gerações na presença do medicamento, os vírus acabaram se replicando 90% mais rápido do que seus ancestrais.
James Bull, co-autor do novo estudo, acredita que isso mostra o quão inesperada pode ser a evolução de vírus sob a mutagênese letal. Se a evolução poderia ou não representar um risco aos pacientes, isso permanece uma questão aberta. "Estou em cima do muro em afirmar se isso é realmente um problema", disse Bull. "Mas acho que vale a pena examinar mais a fundo".
Apesar desses desafios, inúmeros pesquisadores veem motivo para otimismo na mutagênese letal. Mansky, por exemplo, se animou com estudos dos últimos anos, que revelaram como nossos próprios corpos usam um tipo natural de mutagênese letal.
Efeitos colaterais
As pessoas produzem proteínas, conhecidas pelo acrônimo APOBEC, que combatem infecções do HIV. Elas o fazem adicionando mutações aos vírus à medida que eles se replicam. "Para mim foi importante", disse Mansky. "Aquilo mostrou que as células desenvolveram um mecanismo para se defender de vírus usando a mutagênese letal".
Nos últimos anos, Mansky tem tentado superar um dos grandes obstáculos com a mutagênese letal: efeitos colaterais tóxicos. Em novembro, ele e seus colegas relataram ter acabado com o HIV de células infectadas com um medicamento chamado 5-AZC. Ele escolheu a droga para testar porque os médicos a prescrevem regularmente para doenças pré-cancerosas do sangue.
Agora que Mansky demonstrou que um remédio aprovado pode causar mutagênese letal no HIV, ele está avançando para experimentos pré-clínicos em pessoas
Outros cientistas acreditam que serão capazes de encontrar soluções para os outros problemas da mutagênese letal. Uma forma de evitar o risco de câncer, por exemplo, seria criar remédios que interferem somente com vírus em replicação, mas não com células hospedeiras.
Para eliminar a ameaça de vírus em evolução, Wilke, da Universidade do Texas, aconselha um ataque rápido e brutal. "Se você atingir o vírus com força e tudo morrer em poucas gerações, então está tudo bem", disse.
A mutagênese letal seria capaz de atingir os vírus com ainda mais força, argumenta Wilke, se for parte de uma combinação de dois golpes. Ele aponta estudos como o que foi publicado em Madri em novembro último, por Estaban Domingo, da Universidade Autonomous, e colegas.
Inicialmente, Domingos tratou vírus do pé e da boca com um medicamento que desacelerava seu crescimento. Quando a população encolheu, ele e seus colegas deram aos vírus um segundo medicamento, para desencadear a mutagênese letal. Os vírus desapareceram de forma muito mais rápida quando os cientistas usaram apenas a mutagênese letal.
Para Domingo, que estuda as taxas de mutação em vírus há mais de três décadas, os últimos resultados sugerem que a mutagênese letal se tornará uma realidade médica – pelo menos algum dia.
"Na verdade, ainda estamos na metade do desenvolvimento de todas essas estratégias", disse ele. "Mas estou otimista de que isso pode ser feito".
Efeitos da 'mutagênese letal', porém ainda são desconhecidos.
Do 'New York Times'
A evolução é a arma secreta do vírus. Ele pode rapidamente trocar de disfarce para escapar de nosso sistema imunológico e se tornar resistente a medicamentos antivirais.
Porém, alguns cientistas estão virando essa arma secreta contra os próprios vírus. Eles esperam curar infecções forçando os vírus a evoluírem até sua própria extinção.
Vírus podem evoluir graças aos erros que cometem ao se replicar. Todos os seres vivos podem sofrer mutações, mas os vírus são especialmente inclinados a esses erros genéticos. Na verdade, algumas espécies de vírus sofrem mutações centenas de milhares de vezes mais rápido que os seres humanos.
Muitas das mutações que atingem os vírus são fatais. Outras apenas desaceleram seu crescimento, e outras não surtem efeito algum. Algumas mutações são benéficas, e os vírus que as herdam podem rapidamente dominar uma população viral.
O vírus da pólio, por exemplo, entra no corpo pelos intestinos e dali parte para a corrente sanguínea, os músculos e, em uma pequena parte dos casos, o sistema nervoso.
Toda vez que o vírus chega a um novo tipo de tecido, a seleção natural favorece os mais preparados para crescer ali. "O vírus precisa ter essa flexibilidade genética para se adaptar a seus ambientes", disse Raul Andino, virologista da Universidade da Califórnia, em São Francisco.
No entanto, se a taxa de mutação de um vírus fica alta demais, segundo sugerem estudos matemáticos, ele irá sofrer. "A maioria das mutações é ruim", disse Claus Wilke, biólogo evolucionário da Universidade do Texas. "Dessa forma, ao aumentar a quantidade de mutações, você pode reduzir o número de boas proles".
A prole defeituosa se reproduz mais devagar que seus ancestrais. Com o acúmulo de diversas mutações, os vírus não conseguem mais substituir sua quantidade; toda a população desaparece.
Se aumentar as taxas de mutações pode exterminar os vírus, isso significa que um medicamento causador de mutações poderia curar um caso de gripe? "Já se pensa nessa ideia há vários anos", disse Louis Mansky, virologista da Universidade de Minnesota.
HIV
O vírus precisa ter essa flexibilidade genética para se adaptar a seus ambientes "
Uma década atrás, cientistas começaram a conduzir experimentos que sugeriam que a ideia poderia funcionar. Em um estudo, Lawrence Loeb, geneticista da Universidade de Washington, e colegas erradicaram o HIV in vitro aplicando um medicamento causador de mutações a células infectadas.
Relatando seus resultados, o grupo de Loeb apelidou esse tipo de ataque de "mutagênese letal".
Inicialmente, a mutagênese letal conquistou muitos cientistas por parecer uma maneira radicalmente nova de combater vírus. Porém, dez anos após seus sucessos iniciais, a mutagênese letal não chegou às farmácias. Cientistas tiveram de lutar com questões difíceis sobre a segurança e eficácia da prática.
"Isso é algo comum na pesquisa biomédica", disse Mansky. "Pessoas têm ideias, mas então aparecem as barreiras na estrada e a empolgação se esvanece".
Uma barreira na estrada foi o fato de que muitos dos remédios usados pelos cientistas para causar a mutagênese letal eram tóxicos demais para ministrar aos pacientes. E havia também algo inerentemente arriscado a respeito da própria ideia da mutagênese letal.
Afinal, um medicamento que acelera mutações num vírus pode, da mesma forma, acelerar mutações nas células do hospedeiro. Como resultado, a mutagênese letal poderia concebivelmente aumentar o risco de câncer.
Resistência
Outro problema com a mutagênese letal é que os vírus podem ser capazes de desenvolver resistência a ela. Alguns estudos sugerem que vírus podem evoluir de forma que medicamentos causadores de mutações não interfiram neles.
Andino e seus colegas descobriram outro tipo de resistência no vírus da pólio: eles ficam mais cuidadosos. Esses subtipos resistentes possuem uma taxa de mutação mais baixa, pois suas enzimas cometem menos erros ao construir novos genes. "As enzimas levam mais tempo em cada passo", disse ele.
Um novo artigo, a ser publicado no jornal "Genetics", mostra exatamente o quanto a mutagênese letal continua sendo misteriosa. Pesquisadores da Universidade do Texas tentaram usar a mutagênese letal para eliminar um vírus chamado T7, que infecta apenas a bactéria E. coli.
Os cientistas conhecem muito bem o T7 graças a duas décadas de detalhada pesquisa sobre o vírus. Eles conseguiram realizar previsões precisas sobre os efeitos de um medicamento que eleva mutações.
Todavia, o T7 não regrediu conforme haviam previsto. Depois de evoluir por 200 gerações na presença do medicamento, os vírus acabaram se replicando 90% mais rápido do que seus ancestrais.
James Bull, co-autor do novo estudo, acredita que isso mostra o quão inesperada pode ser a evolução de vírus sob a mutagênese letal. Se a evolução poderia ou não representar um risco aos pacientes, isso permanece uma questão aberta. "Estou em cima do muro em afirmar se isso é realmente um problema", disse Bull. "Mas acho que vale a pena examinar mais a fundo".
Apesar desses desafios, inúmeros pesquisadores veem motivo para otimismo na mutagênese letal. Mansky, por exemplo, se animou com estudos dos últimos anos, que revelaram como nossos próprios corpos usam um tipo natural de mutagênese letal.
Efeitos colaterais
As pessoas produzem proteínas, conhecidas pelo acrônimo APOBEC, que combatem infecções do HIV. Elas o fazem adicionando mutações aos vírus à medida que eles se replicam. "Para mim foi importante", disse Mansky. "Aquilo mostrou que as células desenvolveram um mecanismo para se defender de vírus usando a mutagênese letal".
Nos últimos anos, Mansky tem tentado superar um dos grandes obstáculos com a mutagênese letal: efeitos colaterais tóxicos. Em novembro, ele e seus colegas relataram ter acabado com o HIV de células infectadas com um medicamento chamado 5-AZC. Ele escolheu a droga para testar porque os médicos a prescrevem regularmente para doenças pré-cancerosas do sangue.
Agora que Mansky demonstrou que um remédio aprovado pode causar mutagênese letal no HIV, ele está avançando para experimentos pré-clínicos em pessoas
Outros cientistas acreditam que serão capazes de encontrar soluções para os outros problemas da mutagênese letal. Uma forma de evitar o risco de câncer, por exemplo, seria criar remédios que interferem somente com vírus em replicação, mas não com células hospedeiras.
Para eliminar a ameaça de vírus em evolução, Wilke, da Universidade do Texas, aconselha um ataque rápido e brutal. "Se você atingir o vírus com força e tudo morrer em poucas gerações, então está tudo bem", disse.
A mutagênese letal seria capaz de atingir os vírus com ainda mais força, argumenta Wilke, se for parte de uma combinação de dois golpes. Ele aponta estudos como o que foi publicado em Madri em novembro último, por Estaban Domingo, da Universidade Autonomous, e colegas.
Inicialmente, Domingos tratou vírus do pé e da boca com um medicamento que desacelerava seu crescimento. Quando a população encolheu, ele e seus colegas deram aos vírus um segundo medicamento, para desencadear a mutagênese letal. Os vírus desapareceram de forma muito mais rápida quando os cientistas usaram apenas a mutagênese letal.
Para Domingo, que estuda as taxas de mutação em vírus há mais de três décadas, os últimos resultados sugerem que a mutagênese letal se tornará uma realidade médica – pelo menos algum dia.
"Na verdade, ainda estamos na metade do desenvolvimento de todas essas estratégias", disse ele. "Mas estou otimista de que isso pode ser feito".
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