segunda-feira, 7 de março de 2011

Trote, um ato criminoso - PM reclama de trotes via telefone 190

Cerca de 62% dos telefonemas ao 190 da Central
de Atendimento do 3º BPM são trotes, segundo a PM


A PM, através da Central de Operações do 3º Batalhão da Polícia Militar, reclama que está sendo alvo de trotes, feitos por pessoas que não têm compromisso com a segurança em Imperatriz.
Segundo informações de policiais que operam a Central de Operações do 3º Batalhão da Polícia Militar, a central recebe em média, por dia, cerca de 320 ligações. Isto desde uma simples orientação, até um pedido de socorro na ocorrência de um acidente. A linha telefônica 190 está disponível a toda a comunidade, durante 24 horas por dia.
Os usuários também colaboram com a polícia, denunciando ações marginais e a localização de bandidos, tornando mais fácil para que a polícia possa efetuar prisões, o que sempre vem ocorrendo.
O sistema 190 permite também reposicionar as estratégias de combate à criminalidade em função de que muitas ligações ajudam a mapear os fogos de insegurança nos bairros.
Mesmo com toda essa utilidade, o telefone 190 tem sido alvo de constantes trotes, que é nada mais do que uma brincadeira irresponsável e, acima de tudo, criminosa. Trotes dificultam o trabalho da polícia, desperdiçam tempo e dinheiro público, prejudicam a população, principalmente aquele que deveria estar sendo atendido e, por conta de um trote, não está tendo esse atendimento.
De acordo com levantamentos feitos pela Central de Atendimento, em 350 telefonemas dados ao 190, 62% são trotes. Isso significa dizer que dos 350 telefonemas dados via 190, 217 foram de pessoas sem o que fazer, que podem, naquele momento em que passou um trote, contribuir para que uma pessoa esteja sendo morta. O trote constitui um ato criminoso, previsto nas leis das contravenções penais, no seu artigo 65, que prevê prisão e multa, tendo como vítima o policial militar atendente.
Quem passa trote à polícia pode responder também por falsa comunicação de crime, que está tipificado no artigo 340, do Código Penal Brasileiro, cuja pena é de 1 a 6 meses e multa.

fonte: Jornal o Progresso

Nenhum comentário:

Postar um comentário